quarta-feira, 9 de outubro de 2013


Reflexões sobre a escola em tempo integral.

                                                      Por: Nora Ney André Pereira dos Santos

   
         O tema “A ampliação do tempo escolar”, posto neste momento crítico do ensino, indica que a sociedade brasileira começa a enxergar o horário integral nas escolas como um caminho para garantir uma educação pública de qualidade que contribua para o desenvolvimento individual de cada aluno das comunidades e da sociedade em geral.

        Alguns estabelecimentos privados de ensino já oferecem atividades extracurriculares em turno oposto, funcionando como uma jornada escolar expandida. Além do mais, muitas famílias de classe alta e média compõem para seus filhos uma agenda de investimentos educativos, oferecendo uma suplementação de horário escolar, com atividades de aprendizagem como, por exemplo, curso de Inglês, música, teatro, aulas de dança, piano, academia entre outros.

       O aluno da escola pública, na sua grande maioria não goza desses privilégios, por isso, é de fundamental importância a ampliação do tempo escolar nas escolas públicas, para que a criança de classe popular tenha igualdade de condições educacionais, ou ainda, para assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meio para progredir no trabalho e em estudos posteriores.

      Mas para que a escola em tempo integral funcione é preciso que aconteça a ampliação de espaço. São necessárias instalações adequadas, pois, os alunos precisam escovar dente e tomar banho; refeitório adequado; biblioteca equipada com bons livros; sala para TV e DVD para que os discentes assistam e discutam programas variados. Além disso, é preciso que haja espaço suficiente para realização de reuniões de alunos para prepararem campeonatos, comemorações. Dessa forma, é possível construir valores democráticos.

É preciso considerar também que o objetivo da escola em tempo integral é ser um laboratório de soluções, por isso a ampliação do horário deve ser para alunos e professores, pois através dessa convivência diária serão formuladas condições coletivas que tornem produtivo o convívio de culturas diversas, dos próprios alunos e de professor e aluno.

       Outra questão que deve ser levantada é que a escola pública de tempo integral deve proporcionar sempre a aprendizagem e não a reprovação. O aluno permanece o dia inteiro nesta escola, este é o  seu espaço de aprendizagem formal. O tempo que ele passa ali se destina, entre outros objetivos, à disponibilidade para se adotarem situação de aprendizagem alternativa.

       Outro aspecto que deve ser considerado é que a escola pública de horário integral faz parte de uma política de governo, por isso implica uma disponibilidade de recursos materiais e humanos. Caso contrário, teremos um simulacro do horário integral.

       Enfim, a escola em tempo integral deve ser uma opção para o aluno e para o professor. Tanto um como o outro precisam querer passar por essa experiência. É necessário, portanto, que ambos estejam disponíveis para enfrentar esse desafio.      

 

2 comentários:

  1. Como não comentar tuas sábias palavras. Bom saber que mesmo em "férias permanentes", ainda pensa em nós.

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  2. Neia, fiquei muito feliz com o resultado do FACE, mas decepcionada, pois ninguém me avisou o dia da apresentação. Queria muito ter assistido
    Beijos Nora.

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