Ainda é muito cedo, o filho
acabara de nascer, mas ainda pequeno, sem conseguir balbuciar uma única
palavra, apenas sons, já desperta em seus amados pais um desejo imenso. O
desejo de que ele seja alguém, não que ele não seja alguém, já o é, mas os pais
desejam muito mais.
Os mais desportistas
desejarão que os filhotes sejam jogadores profissionais de sucesso e muito
dinheiro. Teremos então atletas, doutores nas mais variadas especialidades, mas
educadores... apenas uma parcela ínfima da população deseja que os filhos o
sejam.
Motivos para tal recusa,
logo se apressam a dar. Um diz que é uma profissão de sacrifícios e renúncias,
outros que trabalham demais, alguns lamentam dizendo que é uma profissão sem
glórias ou estrelato.
Mas por acaso não sofre o
médico quando em meio a tantas dificuldades perde um paciente na mesa
cirúrgica? Não sofre o advogado que pela burocracia não consegue defender
adequadamente seu cliente?
Tem uma vida cheia de
glórias todos os outros profissionais e somente o educador tem vida difícil e
inglória? Só ele se preocupa, não dorme atormentado pelos problemas escolares?
Sofre, chora? Se assim o for, aplausos para você, que tanto se dedicou a
educação e agora gozará de merecida aposentadoria.
Pois é humana, está viva e
todas as emoções pertencem aos vivos, portanto não se preocupe, as emoções
pertencem a você, os mortos nada sentem, não conspiram, são inertes.
Não se sinta constrangida em
sofrer, em sentir, porque você além de educadora carregou sobre os ombros a árdua
tarefa de ser diretora.
Vá com Deus e lembre-se; as
portas do Baden e de nossos corações estarão sempre abertas para recebê-la.
Quero registrar aqui os meus sinceros agradecimentos a todos por nessa despedida tão emocionante
ResponderExcluirgrande beijo Nora Ney