quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Despedida das professoras Nora Ney e Terezinha Gabriel.


Ainda é muito cedo, o filho acabara de nascer, mas ainda pequeno, sem conseguir balbuciar uma única palavra, apenas sons, já desperta em seus amados pais um desejo imenso. O desejo de que ele seja alguém, não que ele não seja alguém, já o é, mas os pais desejam muito mais.
Os mais desportistas desejarão que os filhotes sejam jogadores profissionais de sucesso e muito dinheiro. Teremos então atletas, doutores nas mais variadas especialidades, mas educadores... apenas uma  parcela  ínfima da população deseja que os filhos o sejam.
Motivos para tal recusa, logo se apressam a dar. Um diz que é uma profissão de sacrifícios e renúncias, outros que trabalham demais, alguns lamentam dizendo que é uma profissão sem glórias ou estrelato.
Mas por acaso não sofre o médico quando em meio a tantas dificuldades perde um paciente na mesa cirúrgica? Não sofre o advogado que pela burocracia não consegue defender adequadamente seu cliente?
Tem uma vida cheia de glórias todos os outros profissionais e somente o educador tem vida difícil e inglória? Só ele se preocupa, não dorme atormentado pelos problemas escolares? Sofre, chora? Se assim o for, aplausos para você, que tanto se dedicou a educação e agora gozará de merecida aposentadoria.
Pois é humana, está viva e todas as emoções pertencem aos vivos, portanto não se preocupe, as emoções pertencem a você, os mortos nada sentem, não conspiram, são inertes.
Não se sinta constrangida em sofrer, em sentir, porque você além de educadora carregou sobre os ombros a árdua tarefa de ser diretora.

Vá com Deus e lembre-se; as portas do Baden e de nossos corações estarão sempre abertas para recebê-la.










Um comentário:

  1. Quero registrar aqui os meus sinceros agradecimentos a todos por nessa despedida tão emocionante
    grande beijo Nora Ney

    ResponderExcluir