quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Despedida das professoras Nora Ney e Terezinha Gabriel.


Ainda é muito cedo, o filho acabara de nascer, mas ainda pequeno, sem conseguir balbuciar uma única palavra, apenas sons, já desperta em seus amados pais um desejo imenso. O desejo de que ele seja alguém, não que ele não seja alguém, já o é, mas os pais desejam muito mais.
Os mais desportistas desejarão que os filhotes sejam jogadores profissionais de sucesso e muito dinheiro. Teremos então atletas, doutores nas mais variadas especialidades, mas educadores... apenas uma  parcela  ínfima da população deseja que os filhos o sejam.
Motivos para tal recusa, logo se apressam a dar. Um diz que é uma profissão de sacrifícios e renúncias, outros que trabalham demais, alguns lamentam dizendo que é uma profissão sem glórias ou estrelato.
Mas por acaso não sofre o médico quando em meio a tantas dificuldades perde um paciente na mesa cirúrgica? Não sofre o advogado que pela burocracia não consegue defender adequadamente seu cliente?
Tem uma vida cheia de glórias todos os outros profissionais e somente o educador tem vida difícil e inglória? Só ele se preocupa, não dorme atormentado pelos problemas escolares? Sofre, chora? Se assim o for, aplausos para você, que tanto se dedicou a educação e agora gozará de merecida aposentadoria.
Pois é humana, está viva e todas as emoções pertencem aos vivos, portanto não se preocupe, as emoções pertencem a você, os mortos nada sentem, não conspiram, são inertes.
Não se sinta constrangida em sofrer, em sentir, porque você além de educadora carregou sobre os ombros a árdua tarefa de ser diretora.

Vá com Deus e lembre-se; as portas do Baden e de nossos corações estarão sempre abertas para recebê-la.










quarta-feira, 9 de outubro de 2013

FACE: ETAPA REGIONAL DIREC 08

Parabéns aos alunos Alef Souza ( compositor ) e Jamile Sales (interprete) , pelo primeiro lugar no FACE, etapa regional direc 8, ocorrida ontem 09/10. Parabéns especial á musicista professora Tallita pelo empenho e dedicação.   Agora é só aguardar a final em Salvador. 



Reflexões sobre a escola em tempo integral.

                                                      Por: Nora Ney André Pereira dos Santos

   
         O tema “A ampliação do tempo escolar”, posto neste momento crítico do ensino, indica que a sociedade brasileira começa a enxergar o horário integral nas escolas como um caminho para garantir uma educação pública de qualidade que contribua para o desenvolvimento individual de cada aluno das comunidades e da sociedade em geral.

        Alguns estabelecimentos privados de ensino já oferecem atividades extracurriculares em turno oposto, funcionando como uma jornada escolar expandida. Além do mais, muitas famílias de classe alta e média compõem para seus filhos uma agenda de investimentos educativos, oferecendo uma suplementação de horário escolar, com atividades de aprendizagem como, por exemplo, curso de Inglês, música, teatro, aulas de dança, piano, academia entre outros.

       O aluno da escola pública, na sua grande maioria não goza desses privilégios, por isso, é de fundamental importância a ampliação do tempo escolar nas escolas públicas, para que a criança de classe popular tenha igualdade de condições educacionais, ou ainda, para assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meio para progredir no trabalho e em estudos posteriores.

      Mas para que a escola em tempo integral funcione é preciso que aconteça a ampliação de espaço. São necessárias instalações adequadas, pois, os alunos precisam escovar dente e tomar banho; refeitório adequado; biblioteca equipada com bons livros; sala para TV e DVD para que os discentes assistam e discutam programas variados. Além disso, é preciso que haja espaço suficiente para realização de reuniões de alunos para prepararem campeonatos, comemorações. Dessa forma, é possível construir valores democráticos.

É preciso considerar também que o objetivo da escola em tempo integral é ser um laboratório de soluções, por isso a ampliação do horário deve ser para alunos e professores, pois através dessa convivência diária serão formuladas condições coletivas que tornem produtivo o convívio de culturas diversas, dos próprios alunos e de professor e aluno.

       Outra questão que deve ser levantada é que a escola pública de tempo integral deve proporcionar sempre a aprendizagem e não a reprovação. O aluno permanece o dia inteiro nesta escola, este é o  seu espaço de aprendizagem formal. O tempo que ele passa ali se destina, entre outros objetivos, à disponibilidade para se adotarem situação de aprendizagem alternativa.

       Outro aspecto que deve ser considerado é que a escola pública de horário integral faz parte de uma política de governo, por isso implica uma disponibilidade de recursos materiais e humanos. Caso contrário, teremos um simulacro do horário integral.

       Enfim, a escola em tempo integral deve ser uma opção para o aluno e para o professor. Tanto um como o outro precisam querer passar por essa experiência. É necessário, portanto, que ambos estejam disponíveis para enfrentar esse desafio.